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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Anatomia de Poseidon

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 06.08.22

Salut! Comment ça va? Peço desculpa. É o espírito do emigrante que já se vai apoderando de mim. Afinal, estamos no Querido Mês de Agosto (que, de resto, ainda irá merecer um apontamento, um destes dias).

Estamos de volta à nossa costa, desta vez para observar o fenómeno das pessoas que "vão à água". Porque ir à água é uma coisa importante. Envolve sacrifício, coragem e a despedida dos entes, porque se pode dar o caso de nunca mais voltar. No caso português, a água do mar costuma estar à temperatura ambiente... de Yakutsk! Que frio, senhores! Alguém que faça queixa ao senhorio, que a caldeira do Atlântico está avariada. Porque é que o raio da água não aquece? No Inverno até compreendo, agora no Verão? Estão 40ºC à sombra! Aquece mais rápido uma garrafa de litro e meio dentro da geleira Campingaz de uma família de veraneantes do que o mar a céu aberto.

Estas desumanas temperaturas motivam, como era de esperar, certos e determinados comportamentos curiosos por parte das pessoas. Aquelas que entram no mar até ao pescoço sem hesitar são vistas como valentes. Diz o povo (e peço desculpa pelo que se segue, mas é a terminologia correcta) que "têm tomates"! Eu digo que não. É justamente o contrário, porque quem os possui sabe da dificuldade que é submergir o corpinho a partir da coxa. Parece que os nossos amigos tentam achar refúgio junto do estômago, o que não é uma sensação propriamente agradável. Rezam as lendas que, por exemplo, Lance Armstrong não padece deste problema. E não, não é por causa da droga...

Com certeza que por vezes já devem ter reparado que, à beira-mar, estão sempre homens plantados, de mãos atrás das costas, a olhar para o infinito. Vocês acham o quê? Que eles estão a contemplar o horizonte? Não! Estão é a ganhar coragem para penetrar oceano adentro! Até porque aquele horizonte não tem assim tanto interesse como dizem: "Olha, água! E ali, mais água! E para acolá, o que é? Parece... Até parece que é... é água, mais água!...". A água já não nos devia fascinar como se estivéssemos no século XV, pois não? E ali ficam, horas e horas, com a pele das costas a estalar por causa da exposição solar. E só começam realmente a andar em frente ou quando o mar sobe e lhes atinge o baixo-ventre; ou quando olham para baixo e têm as tíbias à mostra, por causa da erosão causada pela ondulação a bater nas pernas.

Outro fenómeno associado ao nadar no mar é o "Efeito Croquete", de que eu me esqueci de falar no meu Manifesto Anti-Areia. O "Efeito Croquete" sucede quando, vinda da água, uma pessoa se deita no areal, ficando coberta de cima a baixo em areia. A ideia que dá é que ela acabou de ser panada, assemelhando-se por isso a um croquete. Que deleite para os canibais! Isto é o pináculo do desconforto causado pela areia, porque se sozinha ela já tem propriedades aderentes, aliada à água cria uma espécie de uma liga tão potente, que nem com uma Mangueira de Bombeiro na máxima pressão é possível remover!

Há ainda outro tipo de pessoas, que são aquelas que não vão à água. Estas são as mais racionais, inteligentes e responsáveis... Se eu costumo ir ao mar? Pouco. Porque perguntam? Não estão a insinuar que eu estou a ser parcial ao categorizar este tipo de pessoas como sendo as melhores, pois não? Espero.

Au revoir!

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Sand Wars: O Opúsculo Contra-Ataca

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 02.08.22

Sabem aquela situação em que vamos na rua, e aparece um meliante armado com uma navalha a pedir-nos a carteira? Pois, eu também não!

Olá, como estão? Tudo bem? E a família, vai boa? Ainda bem. Eu avisei que só ia aparecer em Agosto, e assim o fiz. Pena que seja com uma notícia não muito boa: fui à praia!... Eu sei, eu sei que disse que detestava lá ir. No entanto, fui numa vertente mais investigativa que outra coisa qualquer, e acabei por reparar que na minha anterior publicação olvidei muitos factos inerentes à praia, e que são importantíssimos! Por essa razão, e por ter constatado que ainda há muito material no qual chafurdar, durante o mês de Agosto pretendo enveredar por composições com uma temática mais naval (tipo as colecções da Quebramar), fazendo uma espécie de série de fascículos coleccionáveis sobre tudo o que engloba as praias (mas se me apetecer escrever sobre outra coisa qualquer, acreditem que o farei, porque eu tenho um espírito muito anarquista!). Vamos começar com o tomo 68 (depois vocês lá organizam por ordem crescente), subordinado ao tema "Gutenberg e o Veraneante Comum"!

É comum ver-se, nas nossas praias, veraneantes com publicações lúdicas e/ou informativas. Regra geral, estes magazines são um dos três tipos que passo a listar:

  • Jornais desportivos - Sim, nunca meramente informativos. Sempre "A Bola", o "Record" ou "O Jogo". O público alvo, ou pelo menos aquele que é comum ver a ler isto, são os homens, normalmente reformados e veteranos de guerra (que no caso português não são desmembrados nem tampouco medalhados, mas senhores com uma tatuagem de um coração abaixo do ombro. Que queridos!). Como eu não percebo nada de futebol (e desporto, em geral. Mesmo danças, e assim, não são o meu forte. Tudo o que envolva mexer o corpo e suar não é comigo, mas acho que isso dá para perceber ao olhar para mim), e isto foi mais um pretexto para poder falar do veterano de guerra lusitano, vamos passar para o próximo.
  • Revistas Cor-de-Rosa e de Mexericos (ou fofoca, como dizem os nossos irmãos Brasileiros) - Este tipo de revista tem uma enormíssima tiragem nos meses das Férias Grandes. Há mesmo dados que apontam para este facto. E não é por acaso. Na verdade, ninguém quer gastar quase 3€ na Lux ou na Nova Gente, mas que remédio! Não há nada melhor para fazer na praia do que ver onde estão de férias os famosos e pensar "Porque é que eu não nasci como Georgina?". E acabadas férias, como o português comum se recusa a deitar fora algo pelo qual deu uma tão grande fortuna, leva as revistas para casa. Antigamente, iam direitas para o Porta-Revistas de Casa de Banho (melhor invenção de sempre), mas com o declínio deste interessantíssimo item de mobiliário, começaram a ser transladadas para a mesinha de centro da sala-de-estar (o que é extremamente higiénico, principalmente nos casos em que sala-de-estar e de-jantar são um e o mesmo compartimento. *cof-cof* E. coli *cof-cof*). Habitualmente, os números destas revistas encontram-se distanciados cerca de 52 semanas.
  • Revistas de Palavras-Cruzadas e Sopas-de-Letras - Tinham que figurar aqui. Porque são estas que mantêm os quiosques de beira-praia abertos. E estas vendem melhor que os outros dois tipos porque os designers das capas são verdadeiros génios do marketing! Devem ser os mesmos gajos que inventam os nomes das operações da PJ. Pegando, por exemplo, na Cruzadex. Tem elementos atractivos para todo o tipo de públicos: para o cidadão comum, o interesse geral por jogos mentais; para os intelectuais, o autoproclamado "Desporto Cerebral"; e para os gajos, as moças muito bem-parecidas (que quando são celebridades não podem estar a olhar para a objectiva da câmara!). Estes últimos costumam apanhar uma enorme desilusão ao folhear a revista... Ao contrário dos outros, este tipo de periódico têm a óbvia vertente prática. As canetas de "Em Fátima Rezei Por Ti" que receberam três meses antes servem para agora resolver estes quebra-cabeças (algo que também pode acontecer àqueles valentes que olham para as escadas da praia e pensam "Nã'... Eu vou subir pelas pedras").

Há também aqueles que levam mesmo livros para a praia, mas esses nota-se que estão confusos e não pertencem ali. Declaro, portanto, encerrada a crónica de hoje! Para a seguinte, dou só uma pequena dica: testículo. E mais não digo...

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Manifesto Anti-Areia

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 29.07.22

O mês de Julho vai chegando ao fim, o que significa que nos aproximamos a passos largos da comummente designada "Temporada Parva". Porque em Agosto parece que não acontece nada. É um mês parvo, lá está. E é a época em que cerca de toda a população do nosso país migra para as zonas costeiras, coisa que eu não entendo. Não entendo, talvez porque nada no imaginário do "fazer praia" me fascina. Pelo contrário, só me repele! Não sou especial apreciador do calor, prefiro o Inverno. Não gosto da sobre-população nas praias do nosso país. Se eu vou para lá é para estar relaxado, não para ter duas famílias que vão para a praia de armas e bagagens dos meus lados, e acabar entalado entre um gordo e um Tupperware com rissóis (santa paciência!). E para além disto (e agora é pessoal) nutro um profundo ódio pela areia. Ah, como eu repudio essa porca! A areia é uma coisa tão, mas tão desagradável, que eu não entendo como é que ainda ninguém teve a ideia de cobrir o areal das praias com soalho até à costa. Para que é que serve a areia? É uma coisa tão fininha (porque sim, não tenho problema nenhum com aqueles seixos enormes que compôem o chão dos primeiros metros de mar) e incómoda, que se entranha em tudo o que é sítio e fica colada em nós. Melhor que UHU! Uma das piores experiências da vida de uma pessoa é chegar a casa, vinda da praia, e constatar que arrastou metade do areal com ela nas virilhas. E o pior é que a areia padece da "Síndrome de Confeti": se contactarmos com ela uma vez que seja, não nos vai largar para o resto da nossa existência! Só em jeito de exemplo, no outro dia deixei cair o meu telemóvel numa das frinchas de um banco do carro do meu pai, meti lá a mão para o ir resgatar, e vim com ela cheia de areia! Como assim? Aquele carro já não vai até à praia há anos, já foi limpo várias vezes no entretanto, e no entanto... E mais: comer na praia. Missão impossível! Eu pessoalmente não sou muito fã de estar na praia a comer uma Bola-de-Berlim e descobrir que afinal é uma sande de queijo, e que aquilo que eu pensava ser o açúcar é, na realidade, a maldita da areia...

Eu acho sinceramente que os Governos de todo o Mundo se deviam reunir e arranjar maneira de acabar com o legado de tirania deste conjunto de partículas de rochas degradadas, um material de origem mineral finamente dividido em grânulos ou granito, composta basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm!

Foi por todas estas razões que eu escrevi, há cerca de coisa de um ano, um poema que relata o trágico destino de um veraneante que, despreocupado, foi passar um dia à praia. Ei-lo:

Fui passear
Para uma praia lotada
Muita gente, emproada
Para cá e para lá

Meti os pés
Naquela areia escaldante
Saltei logo, e de rompante
Soltei um sonoro "Ah!"

E disse à areia:
Ó areia, cuidadinho
Que queimaste o meu pézinho
E ainda me está a doer!

E a areia disse:
Já cá estava, ora essa
Vai para a praia de Leça
Sai daqui, vai-te... lixar

Pus a toalha
Não quis saber do aviso
Fiquei todo nu na praia
Pois queria ficar moreno

Mas a areia
Vendo-me assim, desatento
Aproveitou o momento
Eu provei do seu veneno

Ao levantar
Senti um grande arranhão
Uma grande comichão
Uma coisa muito feia

Quando fui ver
Nas virilhas, nos sovacos
Em tudo o que era buracos
Podia encontrar areia!

 

E é desta forma solene que eu me despeço de vós (em princípio até Agosto, mas como eu posso ter uma ideia a qualquer momento nunca se sabe). Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye!

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Signoscopia

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 26.07.22

Há pouco estava a ler notícias e dei de caras com uma coisa que não tinha nada a ver com isso: o Horóscopo para a semana de 25 a 31 de Julho. No caso, trata-se do horóscopo do site "Notícias Ao Minuto", que terá sido retirado, segundo dizem, da revista "Capricho". Na qualidade de pessoa completamente cética, e que por isso não acredita nos signos nem na Astrologia em geral (pelo contrário, acho até que não passa de banha-da-cobra, uma charlatanice pegada, porque a maneira como os astros estavam posicionados, e o camandro, não têm nada a ver com aquilo que são as pessoas e os seus comportamentos, e como se isto já não bastasse, eles ainda tentam fazer crer que isto é uma ciência, o que ainda me chateia mais), li isto de uma forma diferente de quem acredita, e findada a leitura não resisti em fazer um comentário. Por isso, venham comigo nesta etérea jornada que se avizinha. Já agora, irei comentar os signos pela ordem que eles aparecem no site (cujo link deixo aqui: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/2042025/horoscopo-saiba-o-que-a-semana-reserva-a-cada-signo-do-zodiaco).

  • "Carneiro: Os próximos dias irão exigir organização da sua parte e as questões familiares mais atenção. Priorize o seu tempo. De quinta-feira para a frente, sentirá uma maior disposição para conhecer novas pessoas e marcar presença em atividades culturais."Acho curiosíssimo o ânimo para conhecer novas pessoas e participar de actividades culturais surgir justamente no dia em que se comemoram 108 anos do início da I Guerra Mundial. Até parece que a memória de que a gota de água para aquilo tudo foi um puto, que por não ter mais nada para fazer na manhã daquele Domingo, decidiu matar a tiro o Francisco Fernando, dá mais vontade de travar amizades, não é?
  • "Touro: A autoconfiança estará em altas no início desta semana. Na quarta-feira abre-se um novo capítulo no que diz respeito aos relacionamentos. Valorize quem traz tranquilidade à sua vida. No dia seguinte sentirá uma maior necessidade de refletir sobre as suas escolhas." - Se na Quinta vai ser preciso reflectir acerca da porcaria que se andou a fazer de véspera, é porque o capítulo que se abriu não foi assim tão bom, não é verdade? Das duas uma, ou vai redundar em divórcio, ou então os touros vão dar uma de Rosa Grilo e pum-pum... É preciso ter cuidado com estas coisas!
  • "Gémeos: Sentirá a criatividade a mil e estará ainda mais sociável do que o costume. No entanto, tudo muda no sábado. Com a tensão entre Lua, Mercúrio, Marte, Urano e Saturno, as chatices podem surgir. Por isso mesmo, deve evitar conflitos a todo o custo." - E o Sistema Solar vai estar ao rubro, com as tensões a mil! Agora é preciso que se saiba o porquê destes corpos celestes irem ficar tão irritados uns com os outros. Aposto que vão ser problemas na noite, que na Sexta são capazes de ir para os copos, e a gente já sabe como é que é! Este dá um encontrão àquele, fulano chama um nome feio a beltrano, e quando se vai a ver já está tudo à pancada! Portanto, gémeos, cuidado com isto, tanto um como o outro...
  • "Caranguejo: A semana começa com desafios que poderão tirá-lo da sua zona de conforto. Na quarta-feira foque-se no seu bem estar. Depois, a partir de quinta-feira em diante, expanda os seus horizontes." - Olha outro que se sente inspiradíssimo com a primeira grande guerra do século passado! E que desafios é que podem tirar um caranguejo da zona de conforto? Andar a direito?
  • "Leão: Poderá sentir-se mais inquieto a nível emocional, pelo que o apoio dos seus amigos será fundamental. A meio da semana a sua criatividade e intuição estarão no auge. No caso dos estudantes, quinta-feira proporcionará o ambiente propício para os estudos." -  Exacto, as comemorações do 108º aniversário da Guerra das Guerras são uma excelente motivação para a enorme massa estudantil que está a estudar em finais de julho. Força nisso, campeões!
  • "Virgem: A ambição vai marcar esta semana. Chamará a atenção pela simpatia, o que abrirá portas para novos contatos e oportunidades. Na sexta-feira haverá uma reviravolta. Os conflitos poderão cruzar-se no seu caminho, mas a boa notícia é que a harmonia entre Lua, Sol, Mercúrio e Júpiter vai ajudá-lo a encontrar soluções objetivas para esses problemas." - Então, chavalo? Ainda há pouco, poucochinho, a Lua e Mercúrio eram para andar à batatada e agora já vão estar em harmonia? Em que é que ficamos? E atenção, a simpatia das virgens costuma metê-las em problemas, que a última vez que eu me lembro de uma delas ser assim tão simpática acabou a chamar a atenção por andar para aí a dizer que estava grávida do Todo-Poderoso.
  • "Balança: Estes dias serão de renovação. Encare de frente tudo aquilo que precisa de mudar na sua vida. As experiências em grupo também estarão favorecidas. Aproveite para estabelecer laços com as pessoas ao redor. E no sábado talvez sinta necessidade de recolher-se para recarregar baterias. Aproveite para descansar sem remorsos." - Olha que bom! Se alguém deste signo achar que um nativo de Touro está a mais na sua vida, esta semana vai poder pegá-lo pelos cornos!...
  • "Escorpião: Os desafios irão deixá-lo em alerta no início da semana. Este será o momento ideal para resolver conflitos. Proteja-se da pressão de terceiros e evite alimentar fantasias."- Antes de mais, dizer que achei curioso esta previsão vir com um "Leia Também" direccionado para uma página chamada "Fuja! Eis os signos que mais demonstram sinais de psicopatia". Giro. Depois disto, fico a achar que os escorpiões vão resolver os conflitos à boa velha moda da Máfia Siciliana.
  • "Sagitário: Vai sentir necessidade de estar perto do seu grupo de amigos. No entanto, entrará numa fase introspectiva e focada no bem estar. De quinta-feira em diante, a capacidade de adaptação será essencial para manter a serenidade." - Tendo em conta que este meu amigo é um cavalo da cintura para baixo, acho que a sua adaptação à maior parte das situações não será a coisa mais fácil do mundo! Adapta-se bem a pernoitar em pé, agora a andar de carro e de bicicleta...
  • "Capricórnio: Invista numa rotina mais saudável. As conversas com a sua paixoneta e amigos irão fluir muito bem a partir de quarta-feira. O fim de semana promete ser de muita criatividade e versatilidade." - Estes são, como os sagitários, bichos muito esquisitos. São uma espécie de sereias em que nenhuma das partes é bonita. Portanto, e tendo em conta aquilo que eu sei de sereias, conversar não vai ser fácil, que essa habilidade foi trocada por umas perninhas. Por isso é que há para aí tantas cabras que nunca conseguirão falar com o seu amor!
  • "Aquário: Renove laços com a sua rede de apoio e foque-se no seu bem estar. As atividades que lhe trazem felicidade devem ter espaço garantido na agenda. De sexta-feira em diante, a harmonia de Lua, Sol, Mercúrio e Júpiter favorece as relações." - Raro caso em que irão ser os clientes a ligar para as operadoras, ao que parece para "renovar laços". Deve significar "mudar para um pacote 5G", ou coisa assim. E novamente, os astros todos malucos. Ao menos estes vão estar a ouvir o "Imagine", não a partir dentes uns aos outros.
  • "Peixes: Diga 'sim' a novas experiências e aproveite para alargar o seu círculo de amigos. Na quinta-feira, a criatividade estará em altas. Porém, no fim de semana, a tensão de Netuno fará com que tenda a ceder às necessidades dos outros. Não se deixe manipular."- Porquê é que a criatividade vai estar em altas na Quinta? Porque muitos "sim" vão ser ditos a novas experiências. O problema é que muitos filhos do mar vão dar entrada em unidades hospitalares por volta de sexta com uma overdose de cocaína ou LSD, e a gente já sabe que nesta altura de crise do SNS o ideal é não adoecer! Parece que ou não entendem, ou não querem entender! Ah, e mais: NEPTUNO LEVA UM "P" ANTES DO "T"!

Acho que não preciso de acrescentar mais nada. A piada estava feita antes mesmo de eu começar a escrever. Vemo-nos por aí!

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Breve introdução ao estudo do "Festival Comunitário"

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 24.07.22

Verão: Portugal está, de uma forma generalizada e alarmante, a arder. No entanto, romarias e festas populares estão a acontecer, e a atenção do povo direcciona-se para elas. Este fim-de-semana, por exemplo, estive na festa de Sande. E para mim foi um deleite ir ver o povo à praça. Porque sim, pode estar o Augusto Canário (e os amigos dele) a cantar, que a minha atenção estará sempre direccionada para o público. Tem mais interesse, vos garanto!

A paródia feita às festas populares no filme "7 Pecados Rurais" (o de Curral de Moinas) é, para mim, o mais fiel retrato destas. Se no filme o Quim e o Zé comem sandes de entremeada de furão e jogam numa barraca de "Dar Banho Ao Anão", nas festas de aldeia a situação não é muito diferente. Porque vamos lá ver: olha-se para um lado, um bêbado de boné e camisa aberta encostado a um muro. Olha-se para o outro, um bêbado de boné e camisa aberta encostado a um muro. Olha-se para trás, um bêbado de boné e camisa aberta encostado a um muro. Em frente, um largo cheio de pessoas a dançar. A dança é sempre a mesma, independentemente se o conjunto toca o super-êxito "Pimba Pimba" do Emanuel, o "Vira do Minho", ou o "Clair de Lune" do Claude Debussy. Pelo chão espalhados, copos da Sagres amachucados. O elemento mais predominante destas festas é, a seguir aos alcoólicos, a luz. As bandas trazem sempre com elas uns focos potentíssimos que, de Sande, provocam insónias nos habitantes de Vila Nova de Cerveira. Deve ficar barata aquela conta da luz, deve! De certeza que a malta da EDP consegue pagar os Subsídios de Férias a todos os trabalhadores da zona Norte só com a conta do mês de Agosto de um agrupamento musical!

Para além do público, temos os comes-e-bebes. Cachorros, bifanas, pipocas, algodão-doce, uma ou outra fartura, e não passa muito disto. Dá impressão que o aparente desleixo da ASAE relativamente às roulotes fazem com que a comida tenha outro gosto! Ao contrário do que se pensa, o "Pesadelo Na Cozinha" só veio arruinar o sabor da comida que as pessoas consumiam. Porque se aqueles restaurantes tinham clientela, era porque gostavam. Ninguém volta uma segunda vez a um sítio onde foi mal servido e/ou tratado! Por isso, devemos dar graças por estas barraquitas ainda irem passando pelos pingos da chuva.

Outro intemporal clássico são os brinquedos. Não há nenhum arraial em que não hajam balões dos Minions ou da Patrulha Pata cheios de hélio que, invariavelmente, as crianças acabarão por deixar voar. E sim, crianças, eles continuam a voar até ao espaço, e os que não são apanhados na EEI (ou ISS, em estrangeiro) continuam a voar até chegar a Marte. Tanto que o Elon Musk vai mandar um vaivém de teste cheio de balões de alumínio até lá, e tudo! Outros brinquedos muito populares são as pistolas de água, aquelas espadas cheias de líquido para fazer bolhas de sabão, e possivelmente aquilo que eu mais odeio, que são aqueles filhos da mãe daqueles cãezinhos robôs pequeninos, que às vezes até vêm com chapéu e óculos, andam, mexem a boca, e fazem um barulho de tal forma irritante que a minha vontade é pegar num martelo-de-orelhas e partir aqueles sacaninhas até que não sobre nada... peço desculpa, exaltei-me um bocadinho!...

No fundo, e em jeito de notas finais (agora pareço o Professor Marcelo), as festividades populares são um antro de tudo o que de melhor há no nosso mundo, e seria uma enorme (ENORME) pena se um dia elas terminassem. E caso isso aconteça, espero já cá não estar para o ver.

Hasta la vista (senti falta do "baby"...)!

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Isto não é o do Gilmário Vemba!

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 17.07.22

Muito boa tarde a todos! O que se segue não é, de maneira nenhuma, uma cópia descarada da rubrica que o humorista Gilmário Vemba tem na Rádio Comercial. É, apenas e somente, a análise de uma música, algo que qualquer um pode fazer. Dito isto, passemos à ordem de trabalhos.

Há dias dei por mim a ouvir a popular cantiga "Anel de Noivado", dos Trio Odemira. Esta é, do ponto de vista estético, uma música magnífica, que em nenhum momento nos desilude. Tudo nela encaixa e parece fazer sentido, apesar de se começar com um coro celestial a interpretar a "Marcha Nupcial" e se acabar com a explosão num majestoso "Fa-ra-ram, fa-ra-ram, fa-ra-ram, fa-ra-ram".

No entanto, no meio disto tudo, o que me chamou mais a atenção foi a letra, que narra a história (e preparem-se para o que aí vem) de um pelintra sado-masoquista! Tam-tam-taaaammmm! Ah, pois! Com esta não contavam, pois não? Passo a explicar:

  • "A igreja estava toda iluminada/Muita gente convidada/Eu também fui para ver" - Ou seja, o senhor foi um verdadeiro fura ao entrar num casamento para o qual não havia sido convidado. Muita gente convidada, mas ele não.
  • "Ninguém sabe a tristeza que sentia/Porque mesmo a esse dia/Casava a mulher amada" - Masoquismo puro. Ele vai ao casamento da sua amada voluntariamente, mesmo sabendo que ficará deprimido por a ver casar.
  • "E ela chegou acompanhada do padrinho/Que a levava ao seu destino/O que eu nunca imaginei" - Este é o momento em que principia a tristeza do nosso protagonista: a entrada da sua amada na igreja iluminada. Algo que ele nunca imaginara ver a acontecer. E que não precisava de estar a ver a acontecer, porque foi o próprio que decidiu aparecer no casamento! Ninguém o queria lá, caramba!
  • "À saída da igreja iluminada/Ela estava já casada/A mulher que eu adorei/Entre vivas de parentes e de amigos/Acerquei-me a desejar-lhe/'Que sejas sempre feliz'" - A primeira impressão que nos dá é que ele terá com ele generosas doses de fair play, porque tem a amabilidade de se achegar à mulher que ama e desejar-lhe um casamento feliz, mas as intenções dele são outras, e os versos que se seguem mostram-nos quais.
  • "E aconteceu que ela nem sequer pensara/Encontrar-me cara a cara/E não soube o que dizer/E foi chorando, sem notar que no seu pranto/Seu vestido vai molhando/Ao chorar de amor por mim" - Pois! O sadismo é tanto que, sabendo que a mulher ainda nutria por ele sentimentos, se chega ao pé dela no dia em que a separação dos dois é afirmada para lhe desejar felicidades, o que a faz irromper num choro e numa depressão tal, que até o vestido fica molhado!

Portanto, já não bastava ter ido a um casamento sem ser convidado, ter posto a sua ex-amada a chorar no suposto "dia mais feliz da sua vida" e feito com que ela desperdiçasse umas boas centenas de euros, porque toda a gente sabe que lágrimas de desolação destroem um vestido de noiva para sempre (e o dela ficou encharcado, ao que parece), como ainda pega nessa história e faz uma música que foi um sucesso e lhe rendeu um dinheirão! Meus amigos, se isto não é pura maldade, então não sei o que é. Pena que os irmãos Júlio e Carlos Costa já não estejam entre nós, porque eles mereciam bem ir a tribunal responder por crimes acerca de uma data de coisas, e não sei quê e não sei que mais. Acho que a noiva, mesmo que ainda intimamente apaixonada por ele, fez muito bem em deixá-lo para trás e casar com outro, porque se tivesse permanecido com este louco, um dia destes ainda acabava a fazer a capa do Correio da Manhã...

Até uma próxima!

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Há certas e determinadas palavras que pronto, não é?

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 11.07.22

Antes de mais, bom dia! Primeiramente, acho que é importante esclarecer uma coisa: o que vem a ser isto? Ao certo, não sei. Ao incerto, tenho uma vaga ideia. No fundo, isto é um projecto (e sim, AO90 não é bem vindo aqui) da minha autoria, mas que no fundo é um plágio de tantos outros semelhantes. Estou aqui na qualidade de empreendedor para vos transmitir tudo o que me vier à cabeça. Se eu quiser dar a minha opinião, dou a minha opinião. Se eu quiser relatar um assunto, relato um assunto. Se eu quiser contar uma bela fábula, conto uma bela fábula. Como isto é meu, ainda sou eu que decido o que fazer! Por isso, hoje apetece-me arranjar uma indignação com certos vocábulos da nossa belíssima língua:

  • A primeira palavra que trago à consideração dá-me, até, arrepios. Falo, é claro, da palavra "grávido". Esta é uma palavra sem lógica, sem utilidade (a menos que falemos de cavalos-marinhos ou, é claro, do filme de 1994 "Junior", em que algum criativo teve a excelente ideia de pegar no mítico Exterminador Implacável e pô-lo a dar à luz), mas que, no entanto, surge no Priberam como opção principal, tendo a palavra "grávida" um parêntesis a dizer "feminino de grávido". Como assim? Eu quero acreditar que nenhum espécime macho de Homo Sapiens (com um cromossoma X e um cromossoma Y, e tal), por maior que seja a sua identificação e/ou aparência com o sexo oposto, inveje as mulheres por aquilo que é todo o processo da gravidez. Tudo bem que queiram ter filhos, mas ninguém pensa "Fogo, pá! Tenho tanta inveja das mulheres porque podem engravidar, carregar nove meses no ventre um bicho que lhes dá muita indisposição e mudanças hormonais e comportamentais e, findado esse tempo, passar pelo horror de dar à luz e pelas dores de parto. Que sorte!". Ninguém! Porque é um imaginário bonito, o da natalidade, mas a situação não deixa de ser horrorosa! No que toca ao parto e a tudo o que isso envolve, os homens não prezam pela igualdade de género, dá-me impressão;
  • A segunda (e última) palavra ainda faz, para mim, menos sentido que a anterior. Porque se grávido não passa do masculino de uma palavra legítima e digna, isto que aí vem não se admite. Ser-se ordinário é uma coisa má. Uma pessoa ordinária é uma pessoa rude, sem educação. No entanto, ser extraordinário é espectacular. É ser-se maravilhoso, incrível. Ora, se eu quiser dizer que alguém é mais ordinário que o comum, um completo bandalho que trata mal tudo e todos por onde passa, não poderei recorrer ao "extraordinário", pois se o fizer todos vão ficar a pensar que eu acho que fulano é incrível.

São estas coisas que me fazem, por vezes, acordar com suores frios a meio da noite. Apelava, por isso, aos senhores da CPLP, ou de outra organização qualquer que trate da língua portuguesa, que faça uma revisão a estas palavras (e que acabe com o falhado e desnecessário AO90), de maneira a que todos possamos viver em paz!

E pronto, não sei bem o que foi isto, mas alguma coisa há-de ter sido... Até uma próxima!

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