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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Sand Wars: O Opúsculo Contra-Ataca

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 02.08.22

Sabem aquela situação em que vamos na rua, e aparece um meliante armado com uma navalha a pedir-nos a carteira? Pois, eu também não!

Olá, como estão? Tudo bem? E a família, vai boa? Ainda bem. Eu avisei que só ia aparecer em Agosto, e assim o fiz. Pena que seja com uma notícia não muito boa: fui à praia!... Eu sei, eu sei que disse que detestava lá ir. No entanto, fui numa vertente mais investigativa que outra coisa qualquer, e acabei por reparar que na minha anterior publicação olvidei muitos factos inerentes à praia, e que são importantíssimos! Por essa razão, e por ter constatado que ainda há muito material no qual chafurdar, durante o mês de Agosto pretendo enveredar por composições com uma temática mais naval (tipo as colecções da Quebramar), fazendo uma espécie de série de fascículos coleccionáveis sobre tudo o que engloba as praias (mas se me apetecer escrever sobre outra coisa qualquer, acreditem que o farei, porque eu tenho um espírito muito anarquista!). Vamos começar com o tomo 68 (depois vocês lá organizam por ordem crescente), subordinado ao tema "Gutenberg e o Veraneante Comum"!

É comum ver-se, nas nossas praias, veraneantes com publicações lúdicas e/ou informativas. Regra geral, estes magazines são um dos três tipos que passo a listar:

  • Jornais desportivos - Sim, nunca meramente informativos. Sempre "A Bola", o "Record" ou "O Jogo". O público alvo, ou pelo menos aquele que é comum ver a ler isto, são os homens, normalmente reformados e veteranos de guerra (que no caso português não são desmembrados nem tampouco medalhados, mas senhores com uma tatuagem de um coração abaixo do ombro. Que queridos!). Como eu não percebo nada de futebol (e desporto, em geral. Mesmo danças, e assim, não são o meu forte. Tudo o que envolva mexer o corpo e suar não é comigo, mas acho que isso dá para perceber ao olhar para mim), e isto foi mais um pretexto para poder falar do veterano de guerra lusitano, vamos passar para o próximo.
  • Revistas Cor-de-Rosa e de Mexericos (ou fofoca, como dizem os nossos irmãos Brasileiros) - Este tipo de revista tem uma enormíssima tiragem nos meses das Férias Grandes. Há mesmo dados que apontam para este facto. E não é por acaso. Na verdade, ninguém quer gastar quase 3€ na Lux ou na Nova Gente, mas que remédio! Não há nada melhor para fazer na praia do que ver onde estão de férias os famosos e pensar "Porque é que eu não nasci como Georgina?". E acabadas férias, como o português comum se recusa a deitar fora algo pelo qual deu uma tão grande fortuna, leva as revistas para casa. Antigamente, iam direitas para o Porta-Revistas de Casa de Banho (melhor invenção de sempre), mas com o declínio deste interessantíssimo item de mobiliário, começaram a ser transladadas para a mesinha de centro da sala-de-estar (o que é extremamente higiénico, principalmente nos casos em que sala-de-estar e de-jantar são um e o mesmo compartimento. *cof-cof* E. coli *cof-cof*). Habitualmente, os números destas revistas encontram-se distanciados cerca de 52 semanas.
  • Revistas de Palavras-Cruzadas e Sopas-de-Letras - Tinham que figurar aqui. Porque são estas que mantêm os quiosques de beira-praia abertos. E estas vendem melhor que os outros dois tipos porque os designers das capas são verdadeiros génios do marketing! Devem ser os mesmos gajos que inventam os nomes das operações da PJ. Pegando, por exemplo, na Cruzadex. Tem elementos atractivos para todo o tipo de públicos: para o cidadão comum, o interesse geral por jogos mentais; para os intelectuais, o autoproclamado "Desporto Cerebral"; e para os gajos, as moças muito bem-parecidas (que quando são celebridades não podem estar a olhar para a objectiva da câmara!). Estes últimos costumam apanhar uma enorme desilusão ao folhear a revista... Ao contrário dos outros, este tipo de periódico têm a óbvia vertente prática. As canetas de "Em Fátima Rezei Por Ti" que receberam três meses antes servem para agora resolver estes quebra-cabeças (algo que também pode acontecer àqueles valentes que olham para as escadas da praia e pensam "Nã'... Eu vou subir pelas pedras").

Há também aqueles que levam mesmo livros para a praia, mas esses nota-se que estão confusos e não pertencem ali. Declaro, portanto, encerrada a crónica de hoje! Para a seguinte, dou só uma pequena dica: testículo. E mais não digo...

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