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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

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Trabalhos de Casa #4: “O Halloween"

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 22.10.22

Estamos numa época mágica, cheia de magia, de felicidade, e de colesterol: o Halloween. Porque sim, é muito disso que se trata. Principalmente da parte do colesterol. Por essa razão (podia ser por outras, mas por acaso é por essa) é que hoje trago uma composição, no âmbito da recém galardoada rubrica “Trabalhos de Casa” (o galardão em questão foi um senhor que me parou na rua e me disse “Vi o teu vídeo. Estava fixe!”), acerca do imaginário desta popular festividade. O título não deixa margem para dúvidas, “O Halloween”, e a data é um tanto quanto incerta, mas suspeito que deverá rondar o dia 31 de Outubro de 2014. Iniciemos esta ramboia:

O Halloween é uma festa inglesa festejada no dia 31 de outubro. A palavra «Halloween» significa dia de todas as almas, mas normalmente, em portugal diz-se dia das bruxas. Nesse dia os meninos e as meninas mascaram-se de bruxas, vampiros, múmias, zombis, frankentestains e muito mais, batem nas portas dos vizinhos e pedem doçura ou travessura.

Algumas pessoas decoram as casas com teias de aranha ou esqueletos afingir e nas escolas fazem-se atividades temáticas.

Uma tradição do Halloween é apanhar abóboras e cortar caras feias, assustadoras ou bonitas e no fim recortar um buraco na cabeça, meter lá uma lanterna e iluminar a casa.

Aí, faz-se uma fogueira e conta-se histórias assustadoras sobre monstros e lendas sobre bruxas.

Como esse dia é sobre todas as almas algumas pessoas deixam pão e água na mesa toda a noite no pressentimento de alguém que já morreu volte a sua casa.

Mas isso deve ser tudo uma lenda inventada pelos inglêses.

Muito, muito giro, hã? Vamos começar pelo princípio: o termo Halloween significa “Dia de Todas as Almas”, em Portugal popularizou-se o nome “Dia das Bruxas”. Até aqui tudo bem. Noto melhorias. Mas depois começo a falar naquilo que é a “Doçura ou Travessura”. Ora, o Guilherme de 2022 tem, como em todos os temas, fortes opiniões acerca da “Doçura ou Travessura”: é uma coisa não muito inteligente de se fazer. Nos Estados Unidos talvez, porque as pessoas já estão preparadas para isso. Agora neste retângulo, neste jardim à beira-mar plantado, não tem grande lógica. Porque esta mendicidade diabética é uma tradição relativamente recente (se é que já lhe podemos chamar tradição). A maior parte das pessoas não está preparada para receber pequenos meliantes sobrenutridos à sua porta. O mais certo é acontecer um de três cenários: ou não abrem a porta; ou abrem, ficam embasbacados e acabam por dar meio pacote de bolachas Maria ou meia dúzia de moedas de cêntimo; ou então é alguém mal-intencionado que, das duas uma, ou dá doces envenenados ou então chama os putos para dentro de casa e limpa-lhes o sarampo. Mas atenção, eu não sei de nada! Não estou a par do desaparecimento de cinco crianças, entre os 11 e os 14 anos, no dia 31 de Outubro de 2017, por volta das 23:30h... Eu nem estava lá, como é que haveria de saber?

Forneço, também, um pequeno tutorial de como preparar uma abóbora a rigor para o Dia das Bruxas. Chamo a atenção para um pormenor: eu digo para se abrir um buraco na cabeça, não na abóbora. Temo, portanto, que os Nirvana tenham acabado por causa desta instrução mal dada... Além disto, a impressão com que eu fiquei foi que eu achava que aquilo de meter uma vela dentro da abóbora servia para iluminar a casa. Pois, porque nós estamos em 1910, não é? Pequeno palerma!...

Por fim, encerro com um "Mas isso deve ser tudo uma lenda inventada pelos inglêses.", que é como quem diz "Isto os Ingleses são uns aldrabões do caraças! Só estão bem a enganar os outros, é que é! A gente não se esquece de Methuen, pá! Filhos da mãe dos Britânicos! Contra os Bretões marchar, marchar!". No entanto, e espantem-se, mas não é que tenho razão? Ou melhor, quase. Diz aqui no site "significados.com.br" que "Os celtas acreditavam que no início do inverno os mortos regressavam para visitar suas casas e que assombrações surgiam para amaldiçoar seus animais e suas colheitas.". Que Celtas? Os da zona de Gales. Portanto, não é de todo descabido... Que eu não ando para aqui a dizer as coisas de cor!

Pronto, espero que tenham gostado. Até para a semana, pessoas!

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