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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Taxa de Natalidade

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 10.12.22

É pá, a minha ideia sempre foi encher os Países Baixos com água e fazer uma grande piscina para a Europa, porque a água não vaza, não Lisboa!

Faltam duas semanas para o Natal. Chegou a altura de nos começarmos a preparar. Por isso, o que eu trago hoje é uma breve lista das coisas que temos que fazer antes desta popular festividade. Vão pondo o “All I Want For Christmas Is You” e o “Let It Snow!” a tocar, porque chegou a hora de preparar o Natal:

  • O primeiro passo é decorar a casa - mas deixem-me que vos diga: se ainda não o fizeram, estão à espera de quê? Já é dia 10, não sei se perceberam. O ritual de desempacotar os velhos ornamentos natalícios é sempre muito mágico, e é muito triste pensar que eles estão arrumados em caixas cerca de 330 dias por ano. Por isso é que eu defendo que se deve deixar a decoração brilhar por mais tempo. Mas sempre porque a fazemos mais cedo, em meados de Novembro... ou Julho... Deixá-la até mais tarde é deprimente! Porque em Janeiro, já ninguém tem espírito de Natal, ou se ainda preserva qualquer coisinha, ele já está muito moribundo. Imaginem chegar a casa, a meio de Janeiro; um temporal na rua; nós todos molhados, porque o raio dos guarda-chuvas não guardam é chuva nenhuma; cansados, porque foi um dia daqueles difíceis, no trabalho; com a esperança de que finalmente vamos poder relaxar, sentados no sofá; e ver o raio da árvore ainda montada no canto da sala, com aqueles pisca-piscas e aquelas fitinhas, toda armada em boa. A vontade, nestes momentos é, das duas uma: ou pôr termo à vida, ou desmanchar aquele filho da mãe daquele pinheiro travesti à machadada! É assim que acontecem as tragédias, amigos.
  • O segundo passo é escrever a carta ao Pai Natal. E aqui aplica-se a mesma lógica das decorações: já é dia 10! O gordo tem prazos a cumprir, e os brinquedos não se fazem de um dia para o outro! É preciso tempo, é preciso material, é preciso paciência! Eu nem imagino a roda-viva em que devem andar os elfos nesta altura. A quinze dias do Natal e a maior parte das crianças ainda não mandou o raio da carta! Depois admirem-se, que estão na lista dos malcomportados! Para mim, a melhor altura para se enviar as cartas é a meio de Outubro, que é para dar margem de manobra às pessoas. Eu sei que os catálogos de Natal só saem lá para meio de Novembro, mas temos que ter um bocadinho de consciência. Voltando um bocadinho atrás, é mais que natural que os elfos se chateiem! Eu estou mesmo à espera do dia em que ninguém receba prendas porque a CGTN, que é a Confederação Geral dos Trabalhadores do Natal, convocou greve. Porque as condições de trabalho destes pequeninos devem ser ainda piores que as dos pequeninos na Indonésia! Ide mas é escrever a carta, pá!
  • O terceiro passo essencial é a compra dos presentes. Se já decidiram tudo o que vão comprar, eu aconselhava-vos a irem já, porque daqui a uns dias a experiência de andar num centro-comercial vai ser igual à dos americanos na Guerra do Vietname: só mesmo com uma catana, para desbastar o mato! Eu próprio vou meter licença sem vencimento na próxima semana, para ver se trato desta situação... ou melhor, vou só meter licença, porque vencimento já eu não tenho... Agora, isto é como eu vos digo, ou tratam disso o mais rápido possível, ou então metam na cabeça que este ano não vai haver prendas para ninguém. Porque, neste caso, deixar tudo para a última não costuma dar bom resultado. Não vão às compras no dia 23 à espera de ainda encontrar aquele perfume ou aquele colar, porque não vale a pena. Façam mas é a mala, metam um capacete e um colete à prova de bala e força nisso, que isto chega a ser pior que a Black Friday, dá-me impressão.

E pronto, chegamos ao fim. Creio que estes são as coisas essenciais a fazer nesta altura. Bolos e rabanadas só lá mais para a frente, porque eles têm a tendência de ficar cheios de bolor, e assim. Se estiverem interessados em dar-me uma prenda, estejam à vontade! Eu tenho preferência por livros (se quiserem até vos mando uma lista), Legos e discos de vinil. Agora, a escolha é vossa. Sem pressão! Até para a semana!

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Trabalhos de Casa #6: “Querido Pai Natal”

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 03.12.22

Declaro que a Quadra Natalícia começa aaaaa... gora: Bom Natal! Agora que já estamos no espírito, acho que podemos começar. Porém, faço um aviso: tudo o que eu possa dizer nesta crónica, por mais estúpido que seja, pode ser resultado de uma gripe mal curada! É só mesmo uma advertência que, aliás, acho que poderia dar bastante jeito ao Kanye West, neste momento: Sr. West, não diga é Nazi, diga que é só uma virose mal curada ou assim, está bem? Vá, cumprimentos e resto de um bom dia! Ora, hoje é dia de mais um Trabalhos de Casa. Neste sexto episódio vou-vos apresentar, como devem calcular, um texto subordinado à temática “Natal”, mais especificamente às cartas a esse mítico gordalhão que é o senhor Pai Natal! Retirado do meu caderno da 3.ª Classe, eis o texto do dia 1 de Dezembro de 2014, com o nome, acredito, “Querido Pai Natal”:

Querido Pai Natal:

Nesta carta não te vou pedir nada, mas só te vou falar da vida. Eu gostava que este ano passasses em minha casa ou nas dos meus avós e tirasses uma fotografia comigo, para eu provar que és real. Prometo que vou ser bem comportado e respeitarei os meus pais. Quando tocar a meia noite estarei à tua espera na sala de estar.

Quando chegáres estaciona o carro de renas, bate à porta, que eu estarei lá e doute umas bolachinhas. Não te preocupes se não souberes onde é que fica a minha casa, eu ajudo-te.

Também me podes contar histórias de como se fazem as coisas lá na fábrica e quantos anos e duendes tens.

Só espero que neste Natal todos os meninos do Mundo recebam pelo menos uma coisinha, com paz e amor.

Pai Natal, recebe esta carta com um xi-coração e não te esqueças do que te pedi.

Uma pessoa que acredita em ti,

Guilherme Gomes

Vamos lá ver: neste texto, eu faço um dos mais descabidos pedidos da história da humanidade! Então alguma vez o Pai Natal ia aceitar tirar uma fotografia comigo? O gajo anda para aí a fazer trinta por uma linha, a descer de chaminés e o camandro, para não ser visto, e ia aceitar de bom grado que eu registasse a sua imagem para, ainda por cima, provar aos outros que ele é real?!? Se o Nicolau se quisesse mostrar, não entrava nas casas estilo assaltante! Batia à porta, como uma pessoa normal! Às vezes tenho vergonha de mim mesmo, sabem? Que estúpido.

Depois, que falso que este puto era! Ai, que não sei quê, “espero que todas as crianças recebam uma prendinha, com paz e amor”. FALSO! Pareço a Miss Universo, pá! “Peace in the World and no war and very beautiful things and coiso...”. Com oito anos, acho que ninguém está propriamente preocupado com as outras crianças (exceptuando, talvez, a Greta. Essa era capaz de se preocupar um bocadinho.). Nós queríamos era receber os nossos brinquedos! Não nos importávamos com aquela criança da República Centro-Africana, que se calhar não ia receber o “Mauzão” ou o “Mentiroso” que tinha pedido ao Pai Natal... até porque é extremamente improvável uma criança da República Centro-Africana pedir jogos da Concentra... e acreditar no Pai Natal... e estar viva...

Por isso, e para terminar, vou fazer uma edição especial com não uma, mas DUAS composições dos meus tempos de petiz! A que eu vos vou apresentar de seguida não era bem uma composição. Era um trabalho em que eu tive que escrever tudo aquilo que queria pedir ao Pai Natal, mas dentro do desenho de uma bota. E no fundo, o que eu fiz foi enumerar a totalidade destes meus desejos num texto corrido. E, agora sim, demonstro o que uma criança de 8 anos realmente é: um vil e voraz capitalista! Do dia 16 de Dezembro de 2014, a minha lista ao Pai Natal:

Um Tom e Jerry, Monopoly, Sem Palavras, Lisboa, Furby Boom, um Duende, Tablet Samsung, uma Mãe Natal, Playstation, jogo Disney Infinity para Playstation, jogo “O Gui”, o Rodolfo, um jogo da Science4You, o teu Trenó, um chocolate do tamanho do Pai Natal, uma das renas do Pai Natal, um Ferb e Phineas, um País, um Cãozinho, um Microscópio, um Hamster, um Carro do meu tamanho, um Livro, um Esqueleto, um Iphone 6, um Livro, uma casa com garagem e carro e móveis e banheira apropriada para o meu Smurf, Zoomer, o Trivial Pursuit Família, Trash Packs, a roupa do Pai Natal, um Helicóptero, um Barco dos Descobrimentos, um Mapa, e o Universo.

Como diziam os desenhos animados da Europa de Leste que o Vasco Granja trazia nos anos 80: Koniec!

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