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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

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Trabalhos de Casa #7: "O que representa o presépio para mim"

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 17.12.22

Eu sei, eu sei que estavam à espera de outra coisa. Eu sei que os Trabalhos de Casa eram só para a semana, mas pensem: daqui a uma semana é Natal, e eu tenho que fazer qualquer coisa especial. Espero que não fiquem chateados, mas se ficarem também não me interessa... O texto desta semana ainda vem no âmbito do Natal e aborda mais uma das instituições desta época festiva: o presépio. Eu sempre vi o presépio como uma cidadezinha de brincar, quase uma aldeia dos Estrunfes (ou Smurfs, se preferirem), mas com pessoas a sério, logo mais desinteressante. Mas não é que isso interesse, porque a ideia que eu deixo aqui é outra e, como já é habitual, é própria de uma criança de 8 anos. Do dia... não sei, só sei que é de Dezembro de 2014, a redacção “O que representa o presépio para mim”:

Para mim o presépio representa o antigamente de há 2014 anos.

O presépio apresenta uma manjedoura com Maria, José, o Anjo Gabriel a dizer (Glória), e o elemento mais importante, a personagem principal, Jesus Cristo...

Entre eles os três reis Magos, que vieram do Oriente, vieram adorar o menino, que criou a nossa gente.

Em camelos sentados vieram, em camelos sentados foram, a estrela Guia os levou, até o Deus menino os guiou.

Os reis Magos por Herodes foram enganados, ele pediu para eles matarem o menino, mas os reis levaram incenso, mirra e ouro.

Mas na verdade o presépio não é só meia dúzia de bonecos a dizer isso, o presépio representa o nascimento de Jesus e o renascimento da vida.

Muito bem. Primeiro, gostava de realçar o facto de que o presépio representa o antigamente de há 2014 anos. É importante perceber isso. Dizer que é de há 2014 anos não basta, é preciso dizer que é o antigamente de há 2014 anos. Não fossem ficar as pessoas a pensar “Ah, mas é o futuramente de há 2014 anos?”. Não senhor, é o antigamente! “Mas é o anteontem de há 2014 anos?”. Nada disso. É o antigamente de há 2014 anos! Assim é que é. Que é para não haver confusões.

Depois, falo-me dos elementos do presépio. Maria, José, o Anjo, Jesus. Tudo muito bem. Mas então e as duas mais importantes figuras do quadro da Natividade? Onde é que eu falo do Burro e da Vaca? É o falas! É que as pessoas podem não se lembrar, mas estes dois animais de quinta foram essenciais para manter um bom ambiente naquele estábulo. Eles foram o ar-condicionado que impediu o Cristo de apanhar uma pneumonia! Está bem que o puto me nasceu no Médio Oriente, e lá está sempre quentinho, mas não deixa de ser um recém-nascido todo nu, no meio da rua, à meia-noite, no mês de Dezembro! É porque ainda há esta: todo nu! Digam-me lá se a Maria, que era de uma família com posses, não podia perfeitamente ter parado a meio do caminho, que aquilo ainda foi uma viagem relativamente longa, e comprado um body para o rapaz, numa Zippy, ou assim? Podia, perfeitamente. Mas preferiu deixar o miúdo a ser aquecido pelo bafo de uma vitela! Se a CPCJ tem sabido disto, o filho de Deus tinha sido adotado por uma família de israelitas e acabou. Não havia cá nada de pregar o que quer que fosse! Ia para a carpintaria, como os outros, e estava caladinho. E se calhar tinha sido melhor, que ao menos não tinha morrido tão cedo, e ganhava a vida a construir cruzes para pendurar os outros...

A dada altura, dá-me para o lirismo. Ponho-me a rimar “Oriente” com “gente”, “levou” com “guiou”. Mas quem é que eu pensava que era? O Camões? Para além disso, eu pus-me a pensar acerca daquela coisa da Estrela Guia que levou os Reis Magos até ao menino, e tal. E se fosse um drone? Podia ser! E nem me venham com coisas de “Não havia drones nessa altura!”. Para um rapaz que anda sobre a água e transforma água em vinho (o que me põe a pensar: será que se ele, enquanto estava a andar num rio, transformasse a água em vinho, ia ao fundo?), fazer aparecer um drone, como diz o outro, é “peanuts”!

Pronto, ide lá dormir, que daqui já não se aproveita mais nada. Como diria Jesus, “Adeus!”, só que ele diria em Aramaico e eu não sei é falar Aramaico...

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