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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Trabalhos de Casa #13: "Os meus monstrinhos"

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 06.05.23

Cá vamos nós, mais uma vez, embarcar nesta magnífica trip de LSD de conhecimento e cultura que é a rubrica preferida dos fãs (quem?) da Psique de Guilherme: os “Trabalhos de Casa”. Desta vez, devo contextualizar a situação. Do que me lembro, havia no manual de Português do Alfa do 4º Ano, Porto Editora, um texto sobre o monstro da preguiça. O autor, no fundo, pegava nesta ideia de que os defeitos humanos são uns monstrinhos que nós não só podemos como devemos combater. A partir daqui, a professora Alice pediu-nos que escrevêssemos uma composição sobre os nossos monstrinhos. E foi isso que eu fiz, na redacção do dia 1 de Outubro de 2015, “Os meus monstrinhos”:

Os meus monstrinhos são muitos. Tenho o monstrinho do mau comportamento, o da preguiça, da distração, dos maus hábitos e muitos mais parecidos com estes.

Para os deter preciso de ter força de vontade e não lhes ligar, assim iram desaparecer. Para destruir o monstrinho do mau comportamento tenho de me portar bem, para destruir o monstrinho da preguiça tenho de trabalhar e não ficar mole, para destruir o monstrinho da distração tenho de me concentrar e para destruir o monstrinho dos maus hábitos tenho de ter bons hábitos.

Quando os meus monstrinhos forem todos destruidos poderei ser melhor, mas até lá tenho de ganhar muita mais confiança e força de vontade.

Os monstrinhos são muito poderosos e maus, mas com o tempo, eu e toda a gente vamos conseguir vence-los.

Os meus monstrinhos! Devo dizer que ainda conservo, religiosamente, dois dos monstrinhos daquela época: o da preguiça e o dos maus hábitos. Que eu sou uma pessoa de princípios e há certa coisas que não se podem deixar ir! Daí talvez os meus 110 quilos!... Pode-se alegar que estou mal-habituado e tal, tudo muito bem. Mas se a má-habituação é tão boa! A preguiça é chata, às vezes? É, sim senhor! Procrastinar até ao limite (ou seja, procrastinar, só) por vezes dá cocó? Dá, pois! Manter um estilo de vida sedentário pode reduzir a nossa esperança média de vida em algumas décadas? Pode e bastante! Mas depois pomo-nos a pensar e sabemos bem que é verdade que custa imenso ir a um restaurante e pedir uma salada quando se sabe perfeitamente que se pode comer uma Francesinha! E também custa ter que correr quando existe o andar, que é uma invenção já bastante antiga, mas ainda bem boa! E sabemos também que fazer trabalhos com duas e três semanas de antecedência, ao invés de na véspera, em cima do joelho, acabaria com metade dos nossos stresses. Mas nós somos, no fundo, uns masoquistas pelo relaxamento. Achamos que, lá por adiarmos os problemas, eles vão desaparecer, mas que o resultado é justamente o contrário: não só eles não desaparecem, como ganham proporções inimagináveis. Nós não temos propriamente remédio... ou será que temos?

No segundo parágrafo do texto, se estão recordados, eu explico quais as melhores maneiras de “deter” estes impulsos, vulgo “monstrinhos”. Segundo eu, é preciso é ter força de vontade e não lhes ligar. Por exemplo, para acabar com o monstrinho da distração, o ideal é... concentrar-me. E para o dos maus hábitos... é ter bons hábitos. Quer dizer, assim é fácil, não é? No fundo, eu caio um bocado naquela coisa do “Estás com depressão? Apanha Sol, pá! Anima-te!” ou “És toxicodependente? Não consumas estupefacientes! É tão simples quanto isso! PRÓXIMO!”. O problema é que não é assim tão linear. Há certas coisas em que funciona, mas não é muito comum. Por exemplo, no meu caso, eu tornei-me um bichinho “inofendível” (necessitei de inventar este termo, porque não queria estar a dizer “que não possui a capacidade de ser ofendido”) desta forma, não ligando. Também foi um bocado assim que eu evitei alguma vez sofrer qualquer tipo de bullying. Porque as crianças são cruéis, e como eu sempre fui gordo (“Ai, tu não és gordo, és forte!”. Permitam-me que eu vos responda citando Gato Fedorento: “Forte é o Tarzan Taborda! Eu sou é gordo!”), as chances de vir a sofrer bullying eram assim para o altitas. No entanto, nunca dei espaço aos arruaceiros para me tratarem mal, sempre me antecipei a eles fazendo uma espécie de auto-bullying. Por causa dessa resistência à ofensa, criei uma espécie de escudo, e hoje não sou capaz de me chatear com qualquer tipo de comentário. Mas, como disse, nem sempre é assim, e se há alguma coisa que o apoquenta, caro espectador, e da qual não se consegue livrar, procure falar com familiares, amigos, ou mesmo profissionais creditados. Não se deixe vencer pelos seus monstrinhos! Até para a semana!

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Cacharolete de irritações acerca de música alta em público

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 29.04.23

Então não é que os Espanhóis têm um verbo próprio para definir o acto de aplicar papel-de-parede? "Empapelar"! Espectacular! Sendo, de uma forma geral, um povo subdesenvolvido, há certas coisas em que nos ultrapassa!

Estou, finalmente, de volta. Depois de duas semanas sem ouvirem falar de mim, eis o meu regresso. Sei que não devem ter sido fáceis, estes 15 dias, mas o pequeno hiato que fiz foi necessário. Primeiro, porque andei altamente atarefado, numa autêntica roda-viva, e não consegui parar para escrever um singelo texto. Depois, porque senti que estava a precisar de umas férias disto. Porque andar 43 semanas consecutivas a inventar porcaria não é propriamente fácil! Devo recordar as famosas recaídas do mês de Novembro, em que foram publicadas duas crónicas sem conteúdo algum (e não me venham com coisas, a dizer que “Ah, elas já não costumam ter conteúdo, normalmente!”), as famigeradas “Nada em Lado Nenhum em Tempo Algum” e “A gerência responsabiliza-se pelos danos causados...”. Isto é assim, recaídas acontecem o tempo todo, mas uso-as como prova de que fazer isto não é tão simples como pode aparentar. O processo criativo tem as suas coisas. Bom, estão prestadas as declarações. Não tinha que o fazer, mas valorizo-vos e senti-me na obrigação. Vamos, se calhar, para o conteúdo do... coiso...

Esta semana, venho investir violentamente contra uma situação! “Qual situação?”, perguntais vós com essa curiosidade que vos é tão característica. E eu respondo: aquela situação em que nós vamos a andar na rua e passa um carro, normalmente velho e tunado com, ou um, ou cinco marmanjos lá dentro, a bombar música forte e feio! Se tu és uma destas pessoas, eu odeio-te! “Ai, que eu sou bué jovem e bué rebelde, por isso vou tocar música tipo bué alta, yah?”. Pois, porque tu és um iluminado! O teu gosto musical deve ser vastamente difundido e as canções que escutas passadas de geração em geração! Ninguém mais sabe ouvir música para além de ti! Cá para mim devias ser condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique, pelos serviços que prestas à cultura no nosso país! Nem sei o que faríamos sem ti para nos mostrar o que é música a sério, pá! Obrigado por nos dares a conhecer o “Super Mega Hiper Fantastic Summer Mega Techno Super Deluxe Remix 2017”! Porque eles conseguem a proeza de tocar a pior música que existe à face da Terra! É sempre um Techno rasca, mesmo música de ginásio, e eles conseguem ouvi-lo com aparente agrado! Aliás, ouvir é capaz de ser coisa que não se faz, num carro destes. O basqueiro deve ser tanto que a dada altura só deve ser possível escutar uma espécie de um ruído de feedback! Mas eles lá vão, todos contentes, a abanar o capacete! Há até um sketch muito giro dos Gato Fedorento que parodia esta dinâmica: vê-se um carro, muito ao fundo, cheio de gajos a abanar o capacete, lá está, mas ao som de quê? De um padre a rezar o Terço! Se isto não é de génio, então não sei o que é.

Pior que estes gajos, só mesmo aqueles que vão nos transportes públicos a passar Funk brasileiro aos altos berros! Acham-se muitos jovens, também, é? Tão giros, com as calças com uns fundilhos pelos tornozelos, umas camisolas desportivas muito largas, um cabelo com as laterais cortadas a pente 0 e a sobrancelha aparada, mesmo à gangster! Querem que eu vos conte um segredo? Vocês não são fixes! São só ridículos e ninguém gosta de vocês! A “música” que vocês passam é horrível! Preferia furar os tímpanos com uma caneta do que ter que ouvir essa batida mais um segundo! Sejam pessoas decentes, peguem nos fonezinhos e metam-nos nos ouvidos, se não for pedir muito! Obrigado.

No fundo, era isto que eu tinha para vocês, na minha rentrée... Já se tinham esquecido da falta de qualidade disto, não é? Andavam para aí iludidos, por causa da saudade, e agora ficaram frustrados. Não vos queria estar a deixar assim... Ah, já sei! Tenho uma ideia para vocês porem em prática: a partir de agora, sempre que virem um dos espécimes de que falei hoje, gritem-lhes “És o maior!”, mas num tom profundamente sarcástico. Acabem-lhes com o gostinho de cometer os actos que cometem! Até para a semana!

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O que tu queres sei eu!

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 18.03.23

Se Deus criou o Homem à sua imagem, mas a espécie humana evoluiu, um Cristão Darwinista admite que Deus é um macaco...

Hoje, estou particularmente irritado com a Humanidade. Estou cansado do Homem, esse bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo, num perpétuo movimento... Por isso, não há altura melhor para pensar parvas prácticas perpetradas por pessoas, também elas muito parvas! Desta feita, trago a debate (serei só eu a falar, mas chamemos-lhe debate, que é para ser mais democrático) o tema “Como ler as horas”. Pode parecer uma coisa mundana e desinteressante (e, para todos os efeitos, é), mas é um assunto bastante dado a discórdia!

Antes de mais, temos que abordar o “elefante na sala”, que são aquelas pessoas que não arredondam as horas. É assim, eu sei que os relógios digitais permitem saber as horas ao segundo, mas na realidade ninguém quer saber o tempo exacto quando o pergunta a outro alguém. Salvo raras excepções, quando precisamos de chegar a um sítio a um horário definido, ou quando perguntamos realmente a alguém as horas certas, um arrendondamentozinho basta-nos! As pessoas que teimam em dizer coisas do género “Não são seis e vinte e cinco, são dezoito e vinte e três!” são aquelas que se acham superiores e muito inteligentes, mas na realidade estão só a ser umas filhas da mãe de umas mesquinhas! Não tentem parecer intelectuais porque dizem as horas correctamente. Ninguém gosta de vocês, OK? O que vocês devem fazer para tornar a ser aceites no seio da sociedade é seguir as seguintes regras de leitura do tempo. Um relógio pode ser um item cuja compreensão é algo complexa, mas eu vou tentar simplificar a vossa vida com um sintético guia práctico.

Primeiro, foquemo-nos nas horas: assim como num relógio tradicional, na oralidade só se devem referir os números de 1 até 12. Na primeira metade do dia, creio não haver problemas no entendimento. Na segunda, é também bastante simples. No fundo, é como se considerássemos as 12 horas sendo zero, e começamos novamente do 1 a partir daí. “Ah, mas isso não pode confundir as pessoas?”. À partida, não, porque creio haver diferenças óbvias entre as 4 da manhã e as 4 da tarde. Nesta enunciação, só há duas excepções, para as horas que correspondem ao número 12 do relógio. Nestas, o que se faz é, se ainda for de dia, dizer “meio-dia”, visto esta corresponder mesmo à metade do período de 24 horas que compõem um dia. Se já for de noite, diz-se “meia-noite”, apesar de esta nunca corresponder precisamente ao meio da noite. É uma questão de linguagem!

De seguida, falemos nos minutos. Neste campo, só devem ser referidas meias-dezenas ou dezenas completas, isto é, 5, 10, 15, 20, por aí adiante. O critério para decidir se devemos dizer 5 ou 10 é simplesmente o dos arredondamentos. Num período de dez minutos, se o algarismo das unidades for 1 ou 2, arredonda-se para a dezena anterior. Se for 4, 5 ou 6, arredonda-se para a meia-dezena. Se for 8 ou 9, arredonda-se para a dezena seguinte. No caso dos números 3 e 7, por se encontrarem precisamente na metade de cada período de 5 minutos, há uma certa flexibilidade no critério, mas tendencialmente deve-se arredondar para cima, isto é, para a meia-dezena e para a dezena seguinte, respectivamente. Quanto às excepções, temos os 15 minutos, que se devem dizer como “um quarto” e os 30, que devem ser referidos como “meia” (como é dito, e bem, na música “Rolar No Chão” d’Os Afonsinhos Do Condado).

Para além disto, outro problema se põe, que é o das horas e tal e o das horas menos tal. Até aos 30 minutos de uma hora, está tudo bem, diz-se o tempo correctamente (exemplo: duas e vinte e cinco). A partir daqui, o que se faz é descontar minutos à hora seguinte. Se são 16:50h, diz-se “cinco menos dez”. Se são 11:45h, diz-se “meio-dia menos um quarto”. O princípio é bastante simples, o que é preciso é práctica.

Basicamente, são estas as regras. Se as seguirem, acreditem que a vossa vida ficará consideravelmente melhor e mais fácil. Antes de me ir, talvez deva explicar a relação que o título desta crónica tem com o seu conteúdo, para quem não apanhou. No fundo, trata-se de uma referência a um popular sketch dos Gato Fedorento, em que uma senhora interpela o personagem de Ricardo Araújo Pereira na rua para lhe perguntar as horas, e este responde com “O que tu queres sei eu!”. Era isso... Até para a semana!

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Nada em Lado Nenhum em Tempo Algum

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 05.11.22

Um dia quero fundar uma equipa de futebol chamada "Útero" que favoreça e perca voluntariamente contra as outras, só para nos jornais virem títulos do género "Vitória de Guimarães levado ao colo do Útero"...

Hoje, estou sem ideias. Não me surgiu absolutamente nada. Aquela lampadazinha que se costuma ligar no nosso cocuruto nos momentos antes de dizermos “Eureka!” deve-se ter fundido e está a precisar que alguém a vá lá mudar. Porque isto é como diz o outro: “A criatividade é a inteligência a divertir-se”, e hoje tenho a inteligência muito macambúzia, ao que parece. Por falar nisso, quem é o “outro”, de que tanto se fala? Toda a gente se refere ao “outro” como a pessoa que diz as coisas que todos repetimos. Mas quem é este “outro”, então? “Este” não é, de certeza, mas a sua identidade continua sem se saber. A única coisa que eu sei é que será, decerto, alguém extremamente brilhante, porque não é qualquer um que cria estas frases e expressões todas! Quase que aposto que é o mesmo gajo que inventou as anedotas! E já que estamos numa de decifrar (ou pelo menos tentar decifrar) identidades, quem é o tal “Soldado Desconhecido”? E se não se sabe quem é, então como é que há tantas estátuas dele? Ah, pois! Com esta lixei-vos.

Isto está mesmo a ser interessante, não está? Peço desculpa. Vá, pensa Guilherme. Coisas interessantes para dizer... Hum... Ah! Vocês já repararam que o povo português tem orgulho em tudo aquilo que faz, independentemente do que seja? Adorámos bater recordes! A livraria mais antiga do Mundo? É nossa! A maior feijoada do Mundo? É nossa! O maior assador de castanhas do Mundo? É nosso, também! Mesmo coisas que estão fora do nosso controlo, mas que acontecem em território nacional, acordam este nosso orgulho em ser Lusitano. Por exemplo, quem é que nunca ouviu que o Terramoto de Lisboa foi um dos maiores da história e pensou “É isso mesmo! Força, Portugal! Somos os maiores!”? Exacto!

Pronto. Mais coisas, para ver se isto fica com um tamanho minimamente aceitável... Ah, já sei: na altura da pandemia ficou bastante claro que os movimentos de negacionistas estão a tomar proporções cada vez maiores, e isto é uma situação alarmante. Eles espalham informações falsas, desacreditam a comunidade científica e constituem aquilo que é um verdadeiro atentado à saúde pública. Uma das coisas que eles professavam era que as vacinas contra a COVID-19 continham um chip com 5G, e que a partir daí o governo conseguia controlar os nossos corpos! Pegando nisto, e para encher, eu imaginei uma situação que acho que seria caricata, e escrevi um pequeno sketch que passo a apresentar. Imaginem que isto é uma reportagem que se passa numa fila à entrada de um Centro de Vacinação:

Entrevistador (Ent) – Muito bom dia. Como se chama?
Manuel (Man) - Eu sou Manuel António da Silva.
Ent - E porque razão veio o senhor tomar a vacina? Para se sentir mais seguro, para proteger algum familiar?
Man - Nada disso. Eu vim porque sou um apaixonado pela tecnologia que vive em Adagoi. Sou, aliás, o único habitante.
Ent - E o que é que isso tem a ver com a vacina? Não estou a perceber...
Man - Tem tudo a ver! Pelo facto de gostar muito de aparelhos informáticos, adquiro bastantes gadgets e cenas bué de fixes pelas Wortens desta vida. No entanto, por viver numa aldeia que é dada como deserta desde há uns anos a esta parte, não tenho acesso a redes de Internet. Por isso vim tomar a vacina, na esperança que o 5G que nela está contido me forneça uma conexão Wi-Fi rápida e eficiente.
Ent - Certo... Obrigado. Daqui é tudo. Passo para o estúdio.

E hoje vamos ficar por aqui. Como deu para entender, isto foi, no fundo, uma selecção de ideias aleatórias e de notas breves que eu para aqui tenho, que não teriam arcaboiço suficiente para ver a luz do dia, e que eu não pude perder a oportunidade de tirar do papel. Qual papel? O papel. Mas qual papel? O pap... Peço desculpa, era Gato Fedorento. Sábado a gente lá se vê. ลาก่อน! (é “adeus” em Tailandês...).

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