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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Posso dizer que sou uma pessoa que tem a mania... das doenças

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 15.10.22

Então não é que houve um homem na Alemanha que mordeu um cão polícia? O quê? Como assim? Hã? É tão, mas tão giro quando coisas do imaginário popular ganham vida! Markl, já tens uma história para segunda-feira! Podes-me agradecer depois.

Eu sei. Eu sei que estavam à espera do quarto episódio dos “Trabalhos de Casa”, mas eu cheguei à conclusão que se eu fizer episódios quinzenalmente isto vai acabar num instante, portanto a partir de agora passará a ser de três em três semanas. A gerência agradece a compreensão!

Por isso, esta semana o que tenho para vos dar é uma canção!... Não, estou a gozar... Venho é pronunciar-me acerca de uma situação de qual padeço, e sobre a qual me é difícil falar: eu, Guilherme Gomes, sou hipocondríaco. Mas não sou daqueles hipocondríacos que nem podem pensar em adoecer! Eu não tenho problema nenhum (tenho, aliás, gozo) em ridicularizar e troçar das doenças e com a hipótese do meu próprio falecimento. No entanto, se notar em mim algo fora do normal, entro logo em parafuso! A crónica de hoje vai funcionar mais como um exercício de storytelling do que outra coisa qualquer, e destina-se a ajudar quem tem dúvidas. Se se identificar com alguma das situações que aqui vão ser narradas, temo que você possa ser um hipocondríaco, e é melhor consultar o seu médico ou farmacêutico!

A primeira história passou-se no Hospital da Luz. Estava na sala de espera, à espera para ser atendido (normalmente é para isso que se está na sala de espera, para esperar) e pus-me a olhar para um dos monitores que eles têm, onde passam vídeos explicativos sobre doenças. Falavam sobre a Osteoporose. Até aqui tudo bem. E eu começo a ler alguns sinais da doença: “perda de altura em 2,5cm” e começo logo a tirar-me as medidas; “ombros descaídos e aparecimento de corcunda” e pumba, Quasimodo; “dores nas costas” e dá-me logo um esticão; “menopausa” e eu penso “Ui, já foste!”. Esta foi a punchline da piada, pois sendo eu um homem, não vou ter menopausa, de maneiras que... não é? Peço desculpa.

A próxima história aconteceu num dia em que eu fui deitar a reciclagem fora. Passo pela caixa de correio, olho lá para dentro e reparo num papel. Tiro-o e percebo que é uma folha A4 com uma fotocópia de um papel escrito à mão de algum revendedor imobiliário com uns contactos, para caso eu estive interessado em vender a minha casa. Amachuquei o papel, deitei-o fora e voltei para dentro. No regresso lembrei-me de uma história que tinha lido dias antes, acerca de um senhor americano que tinha matado uma data de pessoas com cartas com Antrax, e ocorre-me “E se aquele papel estivesse envenenado?”. E, efeito imediato, começo logo a ficar com os braços dormentes, tonturas, uma dor de cabeça agonizante e começo a pensar que vou morrer. O certo é que isto já foi há uns bons meses e ainda estou aqui, por isso acho que não fui intoxicado...

Nesta altura, vocês devem estar para aí a pensar: “Tu és maluco, rapaz!”. E é verdade, sou, mas tenho a quem sair. A genética poderia ter-se encarregado de me fazer como o meu pai, que é um gajo que eu acho que só iria ao hospital para curar uma fractura exposta, e se lhe estivesse a doer muito. Mas não, fez-me como o meu avô. Não vou estar a dizer nomes, que ninguém precisa de saber quem é o Avô Luis, mas o certo é que eu “saio a ele”, apesar de ele ser um bocadinho pior que eu. Por exemplo, ele é daquelas pessoas que fica com aquela espuminha branca nos cantos da boca, de falar muito, e diz que uma ocasião viu não sei onde que isso podia ser um sintoma de AVC, e ficou a acreditar piamente nisso. Pois é, isto quem sai aos seus não é de Genebra... Adeus adeus, amigos meus!

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