Retalhos do Passado de um Parvo
Guilherme dos Santos Gomes, 21.01.23
A situação sociopolítica no nosso país anda muito complicada. De um lado, temos greves e marchas pela melhoria das condições de trabalho dos professores e do ensino em Portugal. Do outro, manifestações contra os maus-tratos aos animais. E eu dou por mim a pensar: numa tentativa de minorar o gasto de recursos, o ideal era unir as duas lutas e mandar o Cesar Millan negociar com o Governo!
Vou-vos ser sincero: esta semana não me apeteceu escrever nada. Não estive propriamente com vontade de explorar um tema, inventar uma teoria, insurgir-me amargamente contra uma situação. Às vezes é assim! Estive foi a pensar e cheguei à conclusão de que a humilhação pública seria, decerto, a coisa mais sensata a fazer a mim próprio, como castigo pela minha insanável preguiça. Por essa razão, o que hoje trago é um pequeno vídeo, gravado pelo eu mais pequenito, de mim próprio a fazer... coisas. Porque este impulso quase patológico de inventar porcaria já não é de agora. É um defeito de fabrico. Sempre tive esta necessidade de me expressar, fosse de que forma fosse, e como o meu pai tinha uma pequena câmara-de-filmar Sony, posso dizer que tive uma infância muito feliz, neste campo. Porém, aquilo que eu achava ser espetacular, na época, vai-se a ver e, aos olhos de hoje, afinal não é. E, no fundo, é isso que torna estas horas de material gravado especiais. É certo que há coisas que passam para lá da fronteira do aceitável, em termos de vergonha alheia. No entanto, outras há que, na melhor das hipóteses, se conseguem ver. Não estou a dizer que se vejam bem, mas vêem-se. Esta não é uma dessas, portanto, a partir do próximo momento, estarão por vossa própria conta e risco. Desculpem-me. E tomem lá disto...
Já foi demais! O Guilherme de 9 anos era parvo! Se alguém conseguiu chegar até aqui sem falecer, as minhas sinceras e honestas desculpas. À partida, a minha reputação já não recupera disto... Até uma próxima! Porra!
