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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Nada em Lado Nenhum em Tempo Algum

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 05.11.22

Um dia quero fundar uma equipa de futebol chamada "Útero" que favoreça e perca voluntariamente contra as outras, só para nos jornais virem títulos do género "Vitória de Guimarães levado ao colo do Útero"...

Hoje, estou sem ideias. Não me surgiu absolutamente nada. Aquela lampadazinha que se costuma ligar no nosso cocuruto nos momentos antes de dizermos “Eureka!” deve-se ter fundido e está a precisar que alguém a vá lá mudar. Porque isto é como diz o outro: “A criatividade é a inteligência a divertir-se”, e hoje tenho a inteligência muito macambúzia, ao que parece. Por falar nisso, quem é o “outro”, de que tanto se fala? Toda a gente se refere ao “outro” como a pessoa que diz as coisas que todos repetimos. Mas quem é este “outro”, então? “Este” não é, de certeza, mas a sua identidade continua sem se saber. A única coisa que eu sei é que será, decerto, alguém extremamente brilhante, porque não é qualquer um que cria estas frases e expressões todas! Quase que aposto que é o mesmo gajo que inventou as anedotas! E já que estamos numa de decifrar (ou pelo menos tentar decifrar) identidades, quem é o tal “Soldado Desconhecido”? E se não se sabe quem é, então como é que há tantas estátuas dele? Ah, pois! Com esta lixei-vos.

Isto está mesmo a ser interessante, não está? Peço desculpa. Vá, pensa Guilherme. Coisas interessantes para dizer... Hum... Ah! Vocês já repararam que o povo português tem orgulho em tudo aquilo que faz, independentemente do que seja? Adorámos bater recordes! A livraria mais antiga do Mundo? É nossa! A maior feijoada do Mundo? É nossa! O maior assador de castanhas do Mundo? É nosso, também! Mesmo coisas que estão fora do nosso controlo, mas que acontecem em território nacional, acordam este nosso orgulho em ser Lusitano. Por exemplo, quem é que nunca ouviu que o Terramoto de Lisboa foi um dos maiores da história e pensou “É isso mesmo! Força, Portugal! Somos os maiores!”? Exacto!

Pronto. Mais coisas, para ver se isto fica com um tamanho minimamente aceitável... Ah, já sei: na altura da pandemia ficou bastante claro que os movimentos de negacionistas estão a tomar proporções cada vez maiores, e isto é uma situação alarmante. Eles espalham informações falsas, desacreditam a comunidade científica e constituem aquilo que é um verdadeiro atentado à saúde pública. Uma das coisas que eles professavam era que as vacinas contra a COVID-19 continham um chip com 5G, e que a partir daí o governo conseguia controlar os nossos corpos! Pegando nisto, e para encher, eu imaginei uma situação que acho que seria caricata, e escrevi um pequeno sketch que passo a apresentar. Imaginem que isto é uma reportagem que se passa numa fila à entrada de um Centro de Vacinação:

Entrevistador (Ent) – Muito bom dia. Como se chama?
Manuel (Man) - Eu sou Manuel António da Silva.
Ent - E porque razão veio o senhor tomar a vacina? Para se sentir mais seguro, para proteger algum familiar?
Man - Nada disso. Eu vim porque sou um apaixonado pela tecnologia que vive em Adagoi. Sou, aliás, o único habitante.
Ent - E o que é que isso tem a ver com a vacina? Não estou a perceber...
Man - Tem tudo a ver! Pelo facto de gostar muito de aparelhos informáticos, adquiro bastantes gadgets e cenas bué de fixes pelas Wortens desta vida. No entanto, por viver numa aldeia que é dada como deserta desde há uns anos a esta parte, não tenho acesso a redes de Internet. Por isso vim tomar a vacina, na esperança que o 5G que nela está contido me forneça uma conexão Wi-Fi rápida e eficiente.
Ent - Certo... Obrigado. Daqui é tudo. Passo para o estúdio.

E hoje vamos ficar por aqui. Como deu para entender, isto foi, no fundo, uma selecção de ideias aleatórias e de notas breves que eu para aqui tenho, que não teriam arcaboiço suficiente para ver a luz do dia, e que eu não pude perder a oportunidade de tirar do papel. Qual papel? O papel. Mas qual papel? O pap... Peço desculpa, era Gato Fedorento. Sábado a gente lá se vê. ลาก่อน! (é “adeus” em Tailandês...).

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