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A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

A Psique de Guilherme

Dissertações acerca de temas vários levadas a cabo por um adolescente com, nota-se, demasiado tempo nas mãos e opiniões, e assim... A Blogosfera vive!

Trabalhos de Casa #1: “As minhas perspetivas para este ano letivo”

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 03.09.22

Trabalhos de Casa? O que vem a ser isto? Calma! Calma, que não é nada de mal. O que é, então, este “Trabalhos de Casa”? É a nova rubrica quinzenal d’A Psique de Guilherme. Em que é que consiste? São muito curiosos, vocês! Isto foi uma ideia que me surgiu no âmbito do Regresso Às Aulas (afinal estamos na época delas, não é?). No fundo, eu vou repescar composições que redigi na altura em que andava na Escola Primária (um beijinho para a Professora Alice, já agora), olhar para elas com os olhos de um adolescente parvo (vou ter que me esforçar muito para isso), e tecer uma breve crítica. Ou seja, vou-me envergonhar à frente do Mundo, é isso que vou fazer. Mas que se lixe! Tudo pela arte! Pena que isto nem arte é... Vamos mas é começar. Como o novo ano lectivo está aí mesmo a começar, decidi trazer um texto do dia 21 de Setembro de 2015 com o sugestivo nome “As minhas perspetivas para este ano letivo”:

As minhas perspetivas para este ano letivo são: professoras novas, desafios novos, matérias novas, livros novos, colegas novos e lugares novos. Mas este ano eu espero fazer novos amigos e brincar com eles. Este ano espero que a professora nos ensine coisas novas e mais difíceis.

Gostava que a professora nos levasse ao museu e ao castelo este ano, porque assim poderia aprender mais. Também gostava de fazer mais trabalhos de expressão plástica.

Vou aplicar-me mais durante este ano letivo e estudar muito as matérias que foram dadas naquele dia. Também irei fazer todos os trabalhos propostos com entusiasmo e perspicácia.

Vou tentar não dar erras nos textos e trabalhos nos livros. Também me irei portar bem e não bater nos meus colegas nenhuma vez. Não vou falar na sala, só no recreio e não me vou levantar, só com a permissão da professora.

Só espero que este ano corra bem.

Por onde é que eu vou começar? Então, temos um rapaz que aspira por tudo o que é novidade, que não tem a mínima noção do que está a desejar (quem é que pede à professora que ensine coisas mais difíceis?), e que tem zero sentido de pontuação. Filho, estás pior que o Saramago! Pelo amor de Camões! Pelo meio disto tudo, promete estudar muito e não dar erros, o que me parece algo falhado logo à partida, visto que no manuscrito original tem a palavra “perspicácia” escrita a tinta verde por cima de “perespicácia”... Outra coisa que acho que é importante denotar é aquilo de não bater nos colegas. Eu acho que para aí desde Outubro ou Novembro de 2009 que não bato num colega indiscriminadamente, de maneiras que isto não é uma promessa espectacular! Depois de tudo isto, aquilo que eu concluo é que se trata de um palerma. Estou com medo do texto que virá daqui a quinze dias!

Até uma próxima!

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Como os Meteorologistas do Quotidiano Levam a Cabo a Exaltação do Óbvio

Avatar do autor Guilherme dos Santos Gomes, 12.08.22

Esperem aí, deixem-me ver se entendi: ainda não chegamos a meio de Agosto e o Continente já está a anunciar o Regresso Às Aulas? Calma, chavalo! Qual é a pressa?

Hoje trago-vos mais dois fenómenos interessantíssimos que eu pude observar nas minhas deslocações ao litoral (que não foram muitas, mas foram boas). A primeira tem que ver com uma redundância e a segunda está relacionada com a indecência e a própria imundice. Ficaram curiosos, não foi? Imaginem se eu decidisse acabar o texto por aqui. Iam ficar tão augadinhos, os meninos. E os suicídios que ia haver! Mas não se preocupem, que eu não vos faço uma coisa dessas...

O primeiro fenómeno é o das pessoas que vão à praia, no pico do Verão, e dizem "Ui! Que calor!". De que é que eles estavam à espera? De encontrar pinguins a correr na Caparica? Malta a esquiar nas dunas de Salir do Porto? Um campeonato de patinagem artística em Benagil? Se estão a ir à praia em Agosto, é mais do que normal que esteja calor. Ou iam estar 38ºC no paredão e, ao avançar para o areal, a temperatura caía para os 16ºC? O problema é que se isto acontecesse, toda a gente ia dizer “Ai! Está fresquinho ou é impressão minha?”, porque nós nunca estamos satisfeitos com nenhum estado do clima. Se está calor, é porque está calor. Se está frio, é porque está frio. Se está um tempo ameno, confortável, nem muito húmido nem muito seco, e corre uma brisa suave de nor-noroeste, é porque está um tempo ameno, confortável, nem muito húmido nem muito seco, e corre uma brisa suave de nor-noroeste! Aposto que isto é gente que vai à praia com o mesmo espírito que todos os anos leva a comunicação social a desenterrar a Maddie: a esperança que aconteça um milagre. Só que no caso dos veraneantes, isso apenas seria possível durante a Idade do Gelo; e no caso da Maddie, era preciso procurar numa arca congeladora... Esta piada serve mais para filtrar o pessoal que chegou à página agora. Se se sentiram indignados ou até indispostos, o melhor é irem puxar os “Malucos do Riso” para trás, que isto é capaz de não ser o ideal para vocês...

O outro apontamento que tenho para hoje está relacionado com as pessoas que usam os sete mares como WC. Este é um acontecimento mais comum do que se pensa, porque dá-me ideia que as pessoas gostam de fazer xixi para as Américas, ou o que é. Se na crónica “Anatomia de Poseidon” eu vos chamei a atenção para aqueles senhores que se plantam à beira-Atlântico e dali não arrancam pé, agora peço-vos para que reparem naqueles que mergulham só até à linha da cintura. Estes costumam ter um comportamento estranho, muito motivado pela emergência que é uma bexiga cheia. Habitualmente avançam destemidos pelo mar, conferem se não há ninguém em volta, e começam o processo. É possível dizer com certeza quando é que a excreção da urina começa, pois os mijões colocam uma expressão de extrema satisfação e prazer que não engana ninguém. E também pela tintura meia amarelada com que a água fica. Isto até acaba por ser algo que, embora repugnante, confere um enorme conforto, não só pelo alívio que é causado pela libertação desta secreção renal, mas porque a área circundante a estes urinadores implacáveis fica consideravelmente mais quente. Ninguém me tira da cabeça que é destes génios que nós precisamos a governar o nosso país!

E pronto, depois de falar de pleonasmos, micções e crianças desaparecidas, acho que não tenho mais nada a acrescentar. Resta-me desejar-vos felicidades e enviar-vos um beijinho, mas daqueles bastante sonoros e humidozinhos, está bem? Vá, continuação!

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